Lucro sobe, sinistralidade cai, e também o reajuste.

Resultado líquido, das operadoras, foi a R$ 17,9 bilhões, o maior desde 2018. Por Leticia Lopes — Rio de Janeiro O lucro operacional das operadoras de planos de saúde ficou em R$ 9,3 bilhões entre janeiro e setembro — um aumento de quase 140% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado foi o maior desde 2018.

Já a sinistralidade — que mede quanto do valor recebido com as mensalidades foi gasto com o uso em si dos planos pelos usuários — caiu, o que sinaliza, para o mercado, reajustes mais baixos nas mensalidades em 2026.

O percentual de correção dos coletivos empresariais pode ficar em apenas um dígito.

Enquanto planos individuais têm o reajuste limitado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), os contratos coletivos (empresariais e por adesão) são negociados entre as operadoras e as administradoras ou empresas contratantes.

Lucro líquido chega a R$ 17,9 bilhões

Os dados foram divulgados ontem pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Três das maiores operadoras — Bradesco, SulAmérica e Hapvida — concentraram 43% do resultado operacional informado à ANS.

A recuperação do setor é inegável, mas não é homogênea. Como antecipou o blog da colunista Miriam Leitão, há cerca de 7,2 milhões de usuários de planos de saúde estão conveniados a empresas com problemas financeiros. São 49 operadoras listadas em programas de adequação econômico-financeira, 26 em direção fiscal e 41 em processo de cancelamento.

Recuperação do setor

Para Gustavo Ribeiro, presidente da Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge), os dados mostram um processo de recuperação do setor, mas destacou que um "conjunto significativo" de pequenas e médias operadoras "enfrentam desafios econômico-financeiros.


15/12/2025